quinta-feira, 18 de outubro de 2018

JOHANN HEINRICH PESTALOZZI


Corria o ano de 1746 quando reencarnou Johann Heinrich Pestalozzi.
Um eminente pedagogo que viria a deixar um rasto de esperança e compreensão, também, através do seu pioneiro método da reforma educacional, na vida de muitos que apenas conheciam ignorância, abandono, incompreensão e insegurança. Para muitos, Pestalozzi, foi e é o pedagogo do Amor.
Nasce em Zurique, na Suíça, no dia 12 de Janeiro de 1746.

Para o mundo era mais uma vida física mas Deus orientava, para planos Maiores, esta existência de 81 primaveras, uma vez que desencarnou em 17 de Fevereiro de 1827, em Brugg.

Cresceu ao lado da sua Mãe, Suzana e de Babeli, como lhe chamavam carinhosamente, considerando-a como membro da família.

Babeli, teve um papel fulcral no crescimento de Pestalozzi, juntamente com a Mãe, deste último, também, pelo fato, do Pai de Heinrich ter desencarnado quando ele ainda tinha cerca de cinco anos.

Pestalozzi, conheceu o preconceito social e persistiu muito para que as suas ideias fossem avante, numa sociedade dividida entre ricos, pobres, nobres e plebeus.

Johann Heinrich frequentou a escola primária, igual a todas as outras do seu tempo em que o professor inspirava mais o medo do que a simpatia.

Era colocado de parte pelos colegas, por ser considerado alheado, diferente nos seus pensamentos.

Não gostava da escola. Mas interessava-se pelo saber.

A sua vida académica continuou num colégio e, depois, num instituto superior. Preparavam-no, assim, para o pastorado evangélico.

Embora dotado de uma formação religiosa, não sentiu vocação para o ministério sacerdotal e resolveu dedicar-se à agricultura, tanto pela sua viva atração pela natureza, como pela influência moral e religiosa que sobre ele exercera o avô, André, pastor evangélico de uma aldeia nos arredores de Zurique.

Considerava-se cristão, sem defender qualquer religião.

Mais à frente iniciou o curso de direito.

Célebres e influentes professores marcaram aquela época no “Collegium Carolinum” e inspiraram, nos alunos, o ideal de liberdade, igualdade e fraternidade. Os professores incentivavam os alunos a não se apegarem às riquezas materiais, ao luxo e às facilidades da vida, indo em busca dos prazeres do coração e da mente, da simplicidade de costumes, da justiça e da verdade. Juntamente a esses professores, Heinrich, que, habitualmente, não demonstrava grande interesse na escola, estava a destacar-se pelo entusiasmo e rápida evolução na aprendizagem e rendimento.

O iluminismo, nesta altura, espalhava-se pela Europa e as escolas superiores da Suíça acompanhavam as ideias recém chegadas.

Após a leitura de “Emílio”, de Rousseau, Pestalozzi foi inspirado pelo movimento naturalista e tornou-se um revolucionário, juntando-se aos que criticavam a situação política do país.

Já na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Grande parte de sua juventude foi dedicada às lutas políticas mas, em 1781, com a morte de um amigo e político, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.

“Pestalozzi, lia o “Emílio” de Rousseau com enorme emoção e empolgamento. Sentia-se invadido por estranhas sensações que não conseguiria explicar. Benfeitores Espirituais aproveitaram as sensações mnemónicas e auxiliaram o desabrochar dos pensamentos que vibravam no universo psíquico de seu inconsciente profundo. As ideias de Rousseau pareciam-lhe familiares, e o “Emílio” tornou-se o seu livro de cabeceira.

Desde então, Pestalozzi pôs-se a escrever com maior intensidade. As ideias fluíam em sua mente com facilidade, e diversos artigos foram publicados no periódico “Memorial”, onde um dos editores era Lavater.

O tempo decorreu... Pestalozzi prosseguiu ao longo do tempo, escrevendo num diário. Anotava, aí, as ideias, pensamentos que lhe iam surgindo. Alguns deles, podemos encontrar em obras de que é autor.

Em 1769, consorciou-se com Anna Schulthess e em 1770 nasce o seu filho Hans Jakob. Nome dado por Pestalozzi em homenagem a Jean-Jacques Rousseau.

Hans Jakob era uma criança frágil e doente. Talvez devido a essa situação, Pestalozzi tenha-se desdobrado, ao longo da vida, em favor das crianças mais problemáticas.

Sente, Pestalozzi, a dor da saudade pela partida do seu filho. Desencarna este com 31 anos.

Pestalozzi, mesmo com as argruras da vida, vai prosseguindo firme no desejo de ser útil e de aproveitar o método de ensino que o seu coração, ao longo dos anos, amadureceu.

Idealizava um novo conceito de pedagogia, alicerçada no Amor.

No Inverno de 1774, encontramos Pestalozzi andando pelas aldeias e estradas da região de Birrfeld, recolhendo crianças pobres e reunindo-as na sua própria casa.

A crise de 1770 atingira muitas empresas agrícolas da região, deixando muitos sem emprego e lançando muitas famílias à miséria.

Muitas crianças, abandonadas pela família, viviam a mendigar, outras, tornavam-se vagabundas, dadas à mentira e até ao roubo.

A visão daquelas crianças, que perambulavam pelas estradas, despertou em Pestalozzi o sonho antigo de trabalhar pela educação popular e pelas crianças sem recursos de subsistência.

Não obstante, as dificuldades financeiras, no lar de Pestalozzi, iniciaram-se...

Tão pobre como os meninos que agasalhava, reparte com eles o que mal lhe chegava para subsistir.

Pestalozzi observava todas aqueles crianças, necessitadas de tudo e continuava a idealizar uma instituição na qual unisse dois fatores primordiais à Educação: a instrução e o aprendizado de um ofício manual.

O objetivo de Pestalozzi era ajudar aquelas crianças na educação e na subsistência.

Ainda não tinha chegado o momento em que poderia colocar em prática as ideias que lhe surgiam como emergentes. Contudo, a sua persistência aliada aos bons propósitos que o seu coração nutria, davam aso a permanência e percepção dos Benfeitores amigos, na sua vida.

A invasão francesa da Suíça em 1798 revelou-lhe um caráter verdadeiramente heróico. Pestalozzi, envolvido num sobretudo, aproximou-se de dois meninos que tremiam de frio. Retirou seu agasalho e envolveu as crianças.

Cerca de 20 anos depois da experiência anterior é escolhido pelo governo e por ele ajudado para amparar as crianças vítimas do sucedido.

Cederam-lhe um convento abandonado em Stans, e suas energias foram direcionadas para a educação daquelas crianças.

O seu olhar refletia compaixão e amor, as suas mãos afagavam os cabelos dos meninos, e sua mente buscava uma solução, então, Pestalozzi viu-se envolvido por imenso raio de luz a clarear seus caminhos futuros.

Tornou-se mais que um professor, um verdadeiro pai para as crianças que ele cuidava, amava e educava.

Organizou grupos de trabalhos manuais, alfebatizou-os, levando as crianças a expressarem-se correctamente, a escreverem, e a terem noções de matemática, de ciências, prática agrícola e evangelização.

Anna, com o mesmo idealismo, supervisionava todas as actividades, orientando as crianças com muita dedicação e carinho.

À noite, Pestalozzi, contava a parábola do bom samaritano, exaltando as virtudes cristãs. Era a aula de evangelização e Pestalozzi baseava-se no Evangelho de Jesus.

É então que ele se consagra à tarefa para que sempre manifestara a mais ardente inclinação.

Instalado no edifício em Stans (Suíça) funda, ali, o primeiro instituto com o fim de acolher as crianças e jovens pobres e prepará-los para um futuro melhor de acordo com os seus ideais. Feliz, prossegue, no tempo em que a educação não era acessível a todos.

Pestalozzi, defendia a diversidade dos alunos bem como a sua individualidade. Segundo o seu método, a criança desenvolve-se de dentro para fora e o professor deve respeitar as fases de desenvolvimento pelas quais o aluno passa, ajudando-o, com Amor.

Porém, a cidade de Stans tinha sido devastada pelo exército francês

Em 1799, o edifício foi requisitado pelo invasor francês para instalar, ali, um hospital militar e as portas tiveram que encerrar.

A saúde de Pestalozzi ressentiu-se com a tristeza que o seu coração sentiu.

Segue para os Alpes e escreve a “Carta a Stans” ganhando nova energia.

Este interregno serviu como preparação para os desafios que aí vinham. Estamos sempre a ser preparados para o que se segue. Pestalozzi, elabora várias obras que, mais tarde, publicou, entre elas, encontramos “Leonardo e Gertrudes” que é considerada, por muitos, a primeira obra de Sociologia do mundo.

Surgem novas oportunidades e responsabilidade. É nomeado director adjunto de uma escola de crianças com dificuldades, em Burgdorf e, também aí, aplica o seu método de pedagogia, adquirindo experiência com os alunos, também através das dificuldades existentes.

Graças às suas características morais, cedem-lhe o Castelo e aí formou uma escola primária.

O êxito transpôs as fronteiras da Suíça.

Por razões políticas, não lhe foi permitido permanecer em Burgdorf mas…

Em 1805, mudou-se para Yverdon, no Lago Neuchâtel, e por vinte anos dedicou-se ao seu trabalho continuamente.

Ali era visitado por todos os que se interessavam pela educação.

Este instituto albergou não só crianças de Yverdon, Burgdorf mas muitas outras de vários países da Europa.

Os tempos eram divididos entre estudo em grupo e individual e momentos de lazer.

A cooperação e a fraternidade reinavam.

Mais à frente foi criado um instituto para meninas e outro para portadores de deficiências auditivas.

O seu método, admirado por muitos, adaptava-se consoante as necessidades de cada aluno, fossem dotados de alto ou baixo nível intelectual ou, até mesmo, de deficiências.

As crianças não eram comparadas umas com as outras.

Não havia testes. O acompanhamento era contínuo.

Não havia regras rígidas, castigos físicos. As ocorrências eram analisadas e as decisões tomadas caso a caso.

O ambiente era de família e os resultados tornavam-se, cada vez mais, positivamente impressionantes e evidentes.

As refeições era partilhadas entre professores e alunos. A disciplina que os professores incutiam era baseada na autoridade natural, no respeito mútuo e na amizade.

Nessa fase da sua vida, foi-lhe confiada, em determinado momento, a educação de Allan Kardec.

No plano físico, era apenas mais um aluno que chegava ao Instituto, mas, na esfera espiritual, os Espíritos que acompanhavam o menino Denizard (Allan Kardec) faziam a entrega solene do pequeno trabalhador de Jesus à equipa espiritual que assessorava Pestalozzi.

Mesmo sem perceber o que acontecia, Pestalozzi sentiu imensa alegria naquele momento, falando em francês, o que não era seu hábito.

O menino Denizard conviveu cerca de sete anos com aquele a quem os próprios alunos chamavam de “Pai Pestalozzi”.

O lema: Trabalho, Solidariedade e Tolerância seria adaptado pelo Codificador a partir da tríade de Pestalozzi, emérito educador, que afirmava que o êxito da educação era a consequência de três elementos básicos: Trabalho, Solidariedade e Perseverança.

Uma nova educação baseada nos ensinamentos do Mestre de Nazaré surgia personificada em Pestalozzi que indicava a educação pelo Amor do homem integral.

Léon Denis, corroborou nesta direção, deixando o seguinte roteiro, na sua obra “Depois da Morte”:

“É através da educação que as gerações se transformam e se aperfeiçoam.” e Pestalozzi deixou-nos estas palavras: “A moral é o fim supremo da educação.”

Que a educação se inicie nos nossos corações para que, naturalmente, se exteriorize, perante a Humanidade.


Ana Queiroz



Fontes utilizadas:

“Pestalozzi”, Walter Oliveira Alves;

“Breve história de Pestalozzi” Wallace Leal Rodrigues;

“Pestalozzi, Educação e Ética”, Dora Incontri;

“Educação Espírita”, Heloísa Pires;

“Depois da Morte”, Léon Denis.

domingo, 30 de setembro de 2018

CRIANÇAS E JOVENS COM HABILIDADES PRODIGIOSAS

 
 
 
 
 
 
 
O que é um superdotado? O que faz na Terra? Qual é o seu futuro? Estas questões somente podem ser respondidas, através da reencarnação. Sem as múltiplas existências não se pode conceber o progresso humano, senão,vejamos:
 
 
Maiko Silva Pinheiro lia, sem qualquer dificuldade, aos 4 anos;aprendeu a fazer contas, aos 5 e, aos 9, era repreendido pela professora,porque fazia as divisões, usando uma lógica própria, diferente do método ensinado na escola.
 
 
Os sinais da inteligência, sobre humano, do jovem americano, Gregory Robert Smith, começaram aos 14 meses, quando resolvia problemas simples de matemática; com 1 ano e 2 meses, ele resolvia problemas de álgebra;aos 2 anos, lia, memorizava e recitava livros, além de corrigir os adultos que cometiam erros gramaticais; três anos depois, no jardim-de-infância, estudava Júlio Verne e tentava ensinar os princípios da
botânica aos coleguinhas; aos 10, ingressou na Faculdade de Matemática.
 
 
Um garoto de três anos, morador em Reading, a 40km de Londres, obteve em um teste de QI (coeficiente de inteligência) uma pontuação equivalente à dos físicos Albert Einstein e Stephen Hawking. Os testes de vocabulário e com números comprovaram que Oscar Wrigley faz parte dos 2% da população com QI mais alto. Com isso, Wrigley se tornou o mais jovem garoto a fazer parte da Mensa, a sociedade que reúne pessoas com QI alto.
O membro mais jovem da Mensa é a garota Elise Tan Roberts, de Edmonton, no norte de Londres, aceite no início deste ano com a idade de dois anos e quatro meses.
 
 
Encontramos essas mesmas tendências excepcionais em músicos, como Wolfgang Amadeus Mozart, que, aos 2 anos de idade, já executava, com facilidade, diversas peças para piano; dominava três idiomas (alemão, francês e latim) aos 3 anos; tirava sons maviosos do violino, aos 4 anos; apresentou-se ao público, pela primeira vez, e já compunha minuetos, aos 5 anos; e escreveu sua primeira ópera, La finta semplice, em 1768, aos 12 anos.
 
 
Paganini dava concertos, aos 9 anos,em Gênova, Itália.
 
 
Na literatura universal, é ímpar o fenómeno Victor Hugo que,
precocemente,aos 13 anos, arrebatou cobiçado prêmio da cidade de Tolosa.Goethe sabia escrever em diversas línguas, antes da idade de 10 anos. Victor Hugo, o génio maior da França, escreveu o seu primeiro livro, com 15 anos de idade.
 
 
Pascal, aos 12 anos, sem livros e sem mestres, demonstrou trinta e duas proposições de geometria, do I Livro de Euclides; aos 16 anos, escreveu "Tratado sobre as cônicas" e, logo adiante, escreveu obras de Física e de Matemática.
 
 
Miguel Ângelo, com a idade de 8 anos, foi dispensado das aulas de escultura pelo seu professor, sob o pretexto de nada mais ter para lhe ensinar.
 
 
Allan Kardec, examinando a questão da genialidade, perguntou aos Benfeitores: - Como entender esse fenómeno? Eles, então, responderam que eram “lembranças do passado; progresso anterior da alma.
 
 
Pesquisadores, como Ian Stevenson, Brian L. Weiss, H. N. Banerjee,Erlendur Haraldsson, Hellen Wanbach, Edite Fiore, e outros, trouxeram resultados notáveis sobre a tese reencarnacionista.
 
 
As pesquisas sobre a Reencarnação não cessam nas teses dessas
personalidades apontadas. Estudos sobre esse tema crescem,
constantemente. A Física, a Genética, a Medicina, e várias
escolas da Psicologia vêm sendo convocadas para oferecer o contributo das suas pesquisas.
 
Só através do processo reencarnatório, como lembra Léon Denis, podemos compreender como certos indivíduos, ao encarnarem, mostram desde tenra idade a capacidade de trabalho e de assimilação que distingue as crianças superdotadas. Cada um apresenta, ao renascer, os resultados da sua evolução, a intuição do que aprendeu, as habilidades adquiridas nas múltiplas propriedade do pensamento, a habilidade para
esta ou aquela actividade, finalmente o resultado de um trabalho secular, sinais profundos, que deixou impresso no seu tecido perispiritual, gerando uma espécie de automatismo psicológico. 
 
Estamos convictos de que, nos próximos vinte ou trinta anos, assistiremos a Academia de Ciências, declarando esta importante constatação, como, há dois mil anos, Jesus ensinou a Nicodemos: “É necessário nascer de novo”.E Allan Kardec a confirmou em “O Livro dos Espíritos”, declarando que
somente com a Reencarnação entendemos, melhor, a Justiça de
Deus e a Evolução da humanidade.
 
 
António Aveiro

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS











"A fé religiosa. Condição de fé inabalável"
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec
                      Capítulo XIX - "A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS"

"Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões.

Todas elas têm os seus artigos de fé.

Sob esse aspecto a fé pode ser raciocinada ou cega.

Nada examinado a fé cega aceita, sem verificação, tanto o verdadeiro como o falso, e a cada passo choca-se com a evidência e a razão .

Levada ao excesso produz o fanatismo.

Assentando no erro, cedo ou tarde, desmorona-se, somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes dado que o que é verdadeiro na obscuridade também o é à luz meridiana.

Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.
 


No Evangelho podemos ver claramente que existem dois tipos de fé.

A fé cega que é aquela que podemos observar nas diversas religiões tradicionais, assente em dogmas diversos, não passiveis de discussão ou reflexão, portanto não raciocinada e, a fé raciocinada.

A fé cega exige ao homem excluir-se de qualidades que Deus lhe deu tais como:

Inteligência, raciocínio e livre arbítrio.

Se Deus nos deu essas qualidades, devemos certamente dar-lhe uso.

Muitos que se declaram incrédulos, também poderão ter chegado a este estado por se chocarem com a fé cega, que não é assente em provas.

Como no diz o paragrafo que podemos ler acima, esta fé cega assenta tanto no verdadeiro como no falso e, claro está que algo que não se estrutura em cima de bases sólidas, vai acabar por criar dúvidas e desmoronar-se.

Para crer não basta ver, é preciso compreender.

O homem desde sempre teve necessidade de compreender o mundo que o rodeia e os seus fenómenos. Como poderia ser diferente com a fé?

O espiritismo traz-nos a fé raciocinada que dá origem à certeza.

O espirita não acredita, sabe!

E sabe porque o estudo, a compreensão e o raciocínio sobre o que estuda lhe  fornece provas que não deixam margens para dúvidas.



Reflitamos juntos sobre a seguinte frase do mesmo capitulo, no ponto 7. que nos diz o seguinte:

“ Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”




AC

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A ALEGRIA DE FAZER O BEM



- Convidar os pobres e os estropiados -
Dar sem esperar retribuição

"7. Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. – Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. – E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.

Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, 14:12 a 15.)"

“Quando derdes um festim, disse Jesus não convideis vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.”

Diz-nos a logica e a razão, ao ler estas palavras de Jesus, que, mais uma vez, Ele nos fala em linguagem figurada, pois sabia que, para os homens de então, se fazia necessário apresentar figuras fortes para que despertasse o seu pensamento e reflecção e assim entender as subtilezas das mensagem sublime.
Mensagem esta que no seu amago revela-se nesta proposição;” E sereis ditosos por eles meios de vo-lo retribuir.”
Que significa que, não se deve fazer o bem tendo em vista qualquer retribuição, mas somente pela alegria de o praticar.
Esta atitude para nós ainda é algo muito difícil , devido ao entendimento muito incompleto da nossa posição no mundo e em relação ao próximo.
E, como Ele é conhecedor das nossas dificuldades momentâneas para o fazer, Ele nos sugere que, convidemos aqueles que não têm forma de retribuir pelo menos materialmente, pois, por vezes esperamos essa retribuição até em forma de concordância com os ideais de vida ou deferência no tratamento que possamos obter.
Tivéssemos nós, presente no nosso intimo que todos somos filhos de Deus , que somos uma família universal, e, que temos responsabilidade na evolução do planeta, seia mais fácil compreender que  quando atendemos ao nosso próximo não estamos a fazer nenhum favor , mas sim um dever para com Deus e subsequentemente para com o próximo e connosco mesmos.
Aí então;
·         Não faríamos caridade aos pobres , mas seriamos caridosos com todos,
·         Não perdoaríamos aos cegos do orgulho , mas seriamos indulgentes com todos.
·         Não teríamos paciência para um parente estropiado do espirito, mas seriamos pacientes para com todos.
Nesse momento já nos sentiríamos parte do todo, um todo sempre em evolução, tal como nós.
Mas mesmo antes de atingirmos este estado de adiantamento podemos sentir a profunda e serena alegria cristã quando abrimos os braços e o nosso coração ao próximo.
Que alegria sentiremos então, no dia em que fazer o bem passe a ser uma prioridade e um objetivo das nossas vidas…
Alegremo-nos também com a certeza que esse dia chegará para todos nós!

Manuel Serra

domingo, 19 de agosto de 2018

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI








A Doutrina Espírita, o Consolador que Jesus, nosso modelo e guia, o único espírito puro que encarnou, até hoje, no planeta Terra, prometeu, há dois mil anos, que nos enviaria, permite-nos compreender melhor, entre outros aspectos, a Bondade, Misericórdia e o Amor de Deus por toda a sua criação, na qual nos incluímos.


Sendo a Lei do Progresso uma das Leis de Deus, todos os seres da criação, bem como todos os mundos que compõem o espaço infinito, estão sujeitos a essa Lei.
Nesse sentido, os Espíritos Superiores, responsáveis pela propagação da Doutrina Espírita no planeta Terra, através de diversos médiuns, ao mesmo tempo e em diferentes lugares, propagação essa que se originou da vontade de Deus de nos auxiliar e instruir, no sentido de nos tornarmos pessoas melhores, bem como do trabalho notável de Allan Kardec, que codificou os ensinamentos que os Espíritos Superiores nos trouxeram e ampliaram, observando, analisando e validando as informações que por eles lhe foram transmitidas, submetendo-as aos critérios da razão, da lógica e do bom-senso, esclarecem-nos que existem:

1.Mundos primitivos, onde se dão as nossas primeiras encarnações no reino hominal e nos quais os seus habitantes são bastante ligados à matéria e agem por instinto e onde a vida moral é praticamente inexistente; 

2. Mundos de provas e expiações, onde o mal predomina em relação ao bem e cujos habitantes, em geral, praticaram graves transgressões à Lei de Deus, sendo que muitos daqueles que o habitam já efectuaram progressos intelectuais consideráveis, apesar de o seu progresso moral não ser ainda significativo; 

3.Mundos de regeneração, que servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes, nos quais o Homem já não está tão sujeito aos sentimentos exacerbados do orgulho, egoísmo e nos quais as relações entre povos e indivíduos já são mais fraternas  e há já uma maior consciencialização acerca das Leis de Deus e o bem é mais e melhor praticado do que num mundo de provas e expiações, apesar do Homem estar ainda sujeito a falir, caso não seja firme e perseverante no caminho do bem; 

4. Mundos felizes, nos quais os seus habitantes já são pouco apegados à matéria, onde o mal já não existe e onde aqueles que neles residem se esforçam no sentido de se elevarem a si mesmos, auxiliando os seus irmãos de caminhada;

5.Mundos celestes, morada dos Espíritos Puros, perfeitos,  totalmente desmaterializados e que têm, entre outras tarefas, a de serem os mensageiros e os ministros de Deus, executando as Suas ordens, para assegurar a harmonia universal, tal como podemos ler na questão 113 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Desde o momento em que iniciamos a nossa jornada no reino hominal, num mundo primitivo e até chegarmos a espíritos puros, reencarnamos muitas vezes, dependendo da forma como usarmos o nosso livre-arbítrio acelerarmos ou atrasarmos o momento em que atingimos a perfeição. Quanto mais estivermos ligados ao bem, mais depressa alcançaremos esse patamar.

Na medida em que nos transformarmos moralmente, o mundo em que habitamos também progride materialmente de forma mais rápida.

Os Espíritos Superiores informam-nos que o nosso planeta Terra está a atravessar um período de transição de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração.
Cabe-nos esforçarmo-nos no sentido de nos tornarmos pessoas mais moralizadas e ajustadas às Leis de Deus e ao Evangelho de Jesus, para que possamos continuar a habitar a Terra quando o planeta ascender a mundo de regeneração. Caso contrário, caso não nos moralizemos até ao final desse processo de transição planetária, seremos relegados para outro planeta de provas e expiações. 

Como tal, trabalhemos o nosso coração, vivendo as lições de Jesus, que a Doutrina Espírita veio clarificar e explicar de forma acessível ao nosso grau de evolução, através da Codificação Espírita, nomeadamente através de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, para que possamos fazer do meio em que vivemos, onde e com quem quer que estejamos, aquilo que Jesus nos ensinou e exemplificou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

André Morais