terça-feira, 28 de agosto de 2018

A ALEGRIA DE FAZER O BEM



- Convidar os pobres e os estropiados -
Dar sem esperar retribuição

"7. Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. – Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. – E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.

Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, 14:12 a 15.)"

“Quando derdes um festim, disse Jesus não convideis vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.”

Diz-nos a logica e a razão, ao ler estas palavras de Jesus, que, mais uma vez, Ele nos fala em linguagem figurada, pois sabia que, para os homens de então, se fazia necessário apresentar figuras fortes para que despertasse o seu pensamento e reflecção e assim entender as subtilezas das mensagem sublime.
Mensagem esta que no seu amago revela-se nesta proposição;” E sereis ditosos por eles meios de vo-lo retribuir.”
Que significa que, não se deve fazer o bem tendo em vista qualquer retribuição, mas somente pela alegria de o praticar.
Esta atitude para nós ainda é algo muito difícil , devido ao entendimento muito incompleto da nossa posição no mundo e em relação ao próximo.
E, como Ele é conhecedor das nossas dificuldades momentâneas para o fazer, Ele nos sugere que, convidemos aqueles que não têm forma de retribuir pelo menos materialmente, pois, por vezes esperamos essa retribuição até em forma de concordância com os ideais de vida ou deferência no tratamento que possamos obter.
Tivéssemos nós, presente no nosso intimo que todos somos filhos de Deus , que somos uma família universal, e, que temos responsabilidade na evolução do planeta, seia mais fácil compreender que  quando atendemos ao nosso próximo não estamos a fazer nenhum favor , mas sim um dever para com Deus e subsequentemente para com o próximo e connosco mesmos.
Aí então;
·         Não faríamos caridade aos pobres , mas seriamos caridosos com todos,
·         Não perdoaríamos aos cegos do orgulho , mas seriamos indulgentes com todos.
·         Não teríamos paciência para um parente estropiado do espirito, mas seriamos pacientes para com todos.
Nesse momento já nos sentiríamos parte do todo, um todo sempre em evolução, tal como nós.
Mas mesmo antes de atingirmos este estado de adiantamento podemos sentir a profunda e serena alegria cristã quando abrimos os braços e o nosso coração ao próximo.
Que alegria sentiremos então, no dia em que fazer o bem passe a ser uma prioridade e um objetivo das nossas vidas…
Alegremo-nos também com a certeza que esse dia chegará para todos nós!

Manuel Serra

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