A Doutrina Espírita, o
Consolador que Jesus, nosso modelo e guia, o único espírito puro que encarnou,
até hoje, no planeta Terra, prometeu, há dois mil anos, que nos enviaria,
permite-nos compreender melhor, entre outros aspectos, a Bondade, Misericórdia
e o Amor de Deus por toda a sua criação, na qual nos incluímos.
Sendo a Lei do Progresso uma
das Leis de Deus, todos os seres da criação, bem como todos os mundos que
compõem o espaço infinito, estão sujeitos a essa Lei.
Nesse sentido, os Espíritos Superiores,
responsáveis pela propagação da Doutrina Espírita no planeta Terra, através de
diversos médiuns, ao mesmo tempo e em diferentes lugares, propagação essa que
se originou da vontade de Deus de nos auxiliar e instruir, no sentido de nos
tornarmos pessoas melhores, bem como do trabalho notável de Allan Kardec, que
codificou os ensinamentos que os Espíritos Superiores nos trouxeram e ampliaram,
observando, analisando e validando as informações que por eles lhe foram
transmitidas, submetendo-as aos critérios da razão, da lógica e do bom-senso, esclarecem-nos
que existem:
1.Mundos primitivos, onde se
dão as nossas primeiras encarnações no reino hominal e nos quais os seus
habitantes são bastante ligados à matéria e agem por instinto e onde a vida
moral é praticamente inexistente;
2. Mundos de provas e
expiações, onde o mal predomina em relação ao bem e cujos habitantes, em geral,
praticaram graves transgressões à Lei de Deus, sendo que muitos daqueles que o
habitam já efectuaram progressos intelectuais consideráveis, apesar de o seu
progresso moral não ser ainda significativo;
3.Mundos de regeneração, que
servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes, nos quais
o Homem já não está tão sujeito aos sentimentos exacerbados do orgulho, egoísmo
e nos quais as relações entre povos e indivíduos já são mais fraternas e há já uma maior consciencialização acerca das
Leis de Deus e o bem é mais e melhor praticado do que num mundo de provas e
expiações, apesar do Homem estar ainda sujeito a falir, caso não seja firme e
perseverante no caminho do bem;
4. Mundos felizes, nos quais
os seus habitantes já são pouco apegados à matéria, onde o mal já não existe e
onde aqueles que neles residem se esforçam no sentido de se elevarem a si
mesmos, auxiliando os seus irmãos de caminhada;
5.Mundos celestes, morada dos Espíritos
Puros, perfeitos, totalmente
desmaterializados e que têm, entre outras tarefas, a de serem os mensageiros e
os ministros de Deus, executando as Suas ordens, para assegurar a harmonia universal,
tal como podemos ler na questão 113 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan
Kardec.
Desde o momento em que
iniciamos a nossa jornada no reino hominal, num mundo primitivo e até chegarmos
a espíritos puros, reencarnamos muitas vezes, dependendo da forma como usarmos
o nosso livre-arbítrio acelerarmos ou atrasarmos o momento em que atingimos a
perfeição. Quanto mais estivermos ligados ao bem, mais depressa alcançaremos
esse patamar.
Na medida em que nos
transformarmos moralmente, o mundo em que habitamos também progride
materialmente de forma mais rápida.
Os Espíritos Superiores
informam-nos que o nosso planeta Terra está a atravessar um período de
transição de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração.
Cabe-nos esforçarmo-nos no
sentido de nos tornarmos pessoas mais moralizadas e ajustadas às Leis de Deus e
ao Evangelho de Jesus, para que possamos continuar a habitar a Terra quando o
planeta ascender a mundo de regeneração. Caso contrário, caso não nos
moralizemos até ao final desse processo de transição planetária, seremos
relegados para outro planeta de provas e expiações.
Como tal, trabalhemos o nosso
coração, vivendo as lições de Jesus, que a Doutrina Espírita veio clarificar e
explicar de forma acessível ao nosso grau de evolução, através da Codificação
Espírita, nomeadamente através de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan
Kardec, para que possamos fazer do meio em que vivemos, onde e com quem quer
que estejamos, aquilo que Jesus nos ensinou e exemplificou: “Amar a Deus sobre
todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
André Morais

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