domingo, 19 de agosto de 2018

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI








A Doutrina Espírita, o Consolador que Jesus, nosso modelo e guia, o único espírito puro que encarnou, até hoje, no planeta Terra, prometeu, há dois mil anos, que nos enviaria, permite-nos compreender melhor, entre outros aspectos, a Bondade, Misericórdia e o Amor de Deus por toda a sua criação, na qual nos incluímos.


Sendo a Lei do Progresso uma das Leis de Deus, todos os seres da criação, bem como todos os mundos que compõem o espaço infinito, estão sujeitos a essa Lei.
Nesse sentido, os Espíritos Superiores, responsáveis pela propagação da Doutrina Espírita no planeta Terra, através de diversos médiuns, ao mesmo tempo e em diferentes lugares, propagação essa que se originou da vontade de Deus de nos auxiliar e instruir, no sentido de nos tornarmos pessoas melhores, bem como do trabalho notável de Allan Kardec, que codificou os ensinamentos que os Espíritos Superiores nos trouxeram e ampliaram, observando, analisando e validando as informações que por eles lhe foram transmitidas, submetendo-as aos critérios da razão, da lógica e do bom-senso, esclarecem-nos que existem:

1.Mundos primitivos, onde se dão as nossas primeiras encarnações no reino hominal e nos quais os seus habitantes são bastante ligados à matéria e agem por instinto e onde a vida moral é praticamente inexistente; 

2. Mundos de provas e expiações, onde o mal predomina em relação ao bem e cujos habitantes, em geral, praticaram graves transgressões à Lei de Deus, sendo que muitos daqueles que o habitam já efectuaram progressos intelectuais consideráveis, apesar de o seu progresso moral não ser ainda significativo; 

3.Mundos de regeneração, que servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes, nos quais o Homem já não está tão sujeito aos sentimentos exacerbados do orgulho, egoísmo e nos quais as relações entre povos e indivíduos já são mais fraternas  e há já uma maior consciencialização acerca das Leis de Deus e o bem é mais e melhor praticado do que num mundo de provas e expiações, apesar do Homem estar ainda sujeito a falir, caso não seja firme e perseverante no caminho do bem; 

4. Mundos felizes, nos quais os seus habitantes já são pouco apegados à matéria, onde o mal já não existe e onde aqueles que neles residem se esforçam no sentido de se elevarem a si mesmos, auxiliando os seus irmãos de caminhada;

5.Mundos celestes, morada dos Espíritos Puros, perfeitos,  totalmente desmaterializados e que têm, entre outras tarefas, a de serem os mensageiros e os ministros de Deus, executando as Suas ordens, para assegurar a harmonia universal, tal como podemos ler na questão 113 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Desde o momento em que iniciamos a nossa jornada no reino hominal, num mundo primitivo e até chegarmos a espíritos puros, reencarnamos muitas vezes, dependendo da forma como usarmos o nosso livre-arbítrio acelerarmos ou atrasarmos o momento em que atingimos a perfeição. Quanto mais estivermos ligados ao bem, mais depressa alcançaremos esse patamar.

Na medida em que nos transformarmos moralmente, o mundo em que habitamos também progride materialmente de forma mais rápida.

Os Espíritos Superiores informam-nos que o nosso planeta Terra está a atravessar um período de transição de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração.
Cabe-nos esforçarmo-nos no sentido de nos tornarmos pessoas mais moralizadas e ajustadas às Leis de Deus e ao Evangelho de Jesus, para que possamos continuar a habitar a Terra quando o planeta ascender a mundo de regeneração. Caso contrário, caso não nos moralizemos até ao final desse processo de transição planetária, seremos relegados para outro planeta de provas e expiações. 

Como tal, trabalhemos o nosso coração, vivendo as lições de Jesus, que a Doutrina Espírita veio clarificar e explicar de forma acessível ao nosso grau de evolução, através da Codificação Espírita, nomeadamente através de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, para que possamos fazer do meio em que vivemos, onde e com quem quer que estejamos, aquilo que Jesus nos ensinou e exemplificou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

André Morais

Sem comentários:

Enviar um comentário